O
Telefone de Alexander Graham Bell
03 - O primeiro Telefone
Graham Bell e seu
amigo Thomas
Watson já tinham construído vários aparelhos e
sempre encontravam algum problema .
No dia 3 de junho de 1875, Watson, atendendo mais uma solicitação
de Graham Bell, da noite anterior, para que construísse um novo aparelho
adaptando um dos antigos dispositivo, construiu dois exemplares. Um deles era
de uma estrutura de madeira que tinha uma espécie de
tambor
mantendo todas as partes do dispositivo nas posições corretas.
Devido ao formato dessa estrutura, esse dispositivo recebeu o apelido de
"telefone da forca".

Reprodução do telefone em forma de forca,
de Graham Bell, utilizado em 1876.

Fotografias (esquerda) e esquema (direita) do telefone
em forma de forca, utilizado por Bell em 1876
A idéia de Bell era que ao falar próximo à membrana ela
vibraria, fazendo a lâmina tremer perto do eletroímã e
induzindo correntes elétricas variáveis até sua bobina.
Ele esperava que essas vibrações sonoras fossem reproduzidas
igualmente na forma elétrica que seria conduzida por fios
metálicos até um outro aparelho idêntico, fazendo-o vibrar
e emitir um som semelhante ao inicial.
Para começar o teste, Watson e Bell colocaram os aparelhos em lugares bem
distantes; um no sótão e o outro no terceiro andar do
prédio - dois andares abaixo, ligados por um par de fios
metálicos. À noite, Bell ficou no sótão e Watson na
sala do terceiro andar, tentando se comunicar através do aparelho. Por
mais que Watson falasse alto ou mesmo gritasse, Bell não ouvia nada, no
entanto, quando Bell falava em seu dispositivo, Watson ouvia alguns
sons . Não que fosse possível
entender alguma palavra mas, certamente ele escutava alguma coisa.

O sótão da loja de Williams, onde Bell e Watson
realizaram seus primeiros experimentos (reconstrução montada a
partir de fotografias da época)
Hoje é possível entender quais eram os problemas técnicos
desse primeiro aparelho. Um deles era a lâmina de aço, que deveria
vibrar livremente induzindo as correntes elétricas, mas que tinha, nesse
aparelho uma de suas extremidades presa, o que a impedia de acompanhar as
oscilações da membrana. O outro problema é que, para
emitir sons com mais força, era preciso
dimensionar
o aparelho de maneira mais adequada, levando em conta, por exemplo, as
distâncias entre o eletroímã e a lâmina. Enfim, era
preciso aperfeiçoá-lo.
Apesar de todos esses avanços,
Hubbard continuava a pressionar Bell para que se dedicasse ao
telégrafo harmônico, e não à transmissão de
voz.
Bibliografia
- MARTINS, Roberto - A Fundamentação da Telefonia através
da História - Parte 1: Da Invenção ao Início do
Século XX (pesquisa realizada para a Fundação
Telefônica, em 2002)
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