O
Telefone de Alexander Graham Bell
04 - A patente do Telefone
Em setembro de 1875, Graham
Bell foi visitar seus pais no Canadá e enquanto esteve
lá, trabalhou na redação do pedido de patente de seu mais
novo invento - um aparelho de transmissão elétrica da voz. No
final desse mesmo ano, voltou a Boston e alugou dois quartos no andar superior
de uma pensão. Dormia em um e fazia quase todos os seus experimentos no
outro, transformado-o em um verdadeiro laboratório, pois acreditava que
este era um lugar mais reservado. Mas por que Bell se preocuparia em manter
todo esse segredo? O projeto no qual trabalhava era muito valioso e, por isso,
acreditava que alguém pudesse querer roubar suas idéias. Todo
cuidado era pouco, sobretudo nessa fase final de desenvolvimento.

Bell e Watson discutindo seus experimentos (concepção
artística)
No início de fevereiro de 1876, Bell, percebendo a urgência de
patentear seu invento, mesmo antes que funcionasse perfeitamente, redigiu a
versão final de seu pedido. Hubbard, seu patrocinador e futuro sogro,
prontamente levou o pedido a Washington e entregou-o ao Escritório de
Patentes no dia 14 de fevereiro.
Escritório de patentes, em Washington
Neste dia, apenas duas horas depois, Elisha Gray foi ao mesmo escritório
depositar um pedido preliminar de patente ("caveat") para um aparelho de
transmissão elétrica de voz bastante semelhante ao criado por
Bell . Essas duas horas foram fundamentais para que a patente fosse dada a Bell
como inventor do telefone, ao invés de Elisha Gray.

Elisha Gray - 1878
Não se sabe ao certo se Bell estava ciente de que Elisha tentaria
patentear um invento semelhante ao seu, porém, existem indícios
de que Hubbard, sempre esteve bem informado sobre os passos do concorrente.
Bibliografia
- MARTINS, Roberto - A Fundamentação da Telefonia
através da História - Parte 1: Da Invenção ao
Início do Século XX (pesquisa realizada para a
Fundação Telefônica, em 2002)
Voltar

|