Transmissão
do som pelo ar e outros meios
Quando damos um grito, batemos palmas ou fazemos qualquer outro som, produzimos
vibrações que se propagam pelo ar para todos os lados, assim como
as ondas que se formam ao jogarmos uma pedra na água.
A pedra faz com que a água se movimente, provocando uma
perturbação nas regiões próximas que transmitem
essa movimentação, de maneira mais suave, para as regiões
seguintes e assim sucessivamente.
No caso das ondas sonoras que se propagam pelo ar, acontece um fenômeno
bem parecido, só que invisível. Portanto, quando um objeto vibra,
faz com que as camadas de ar ao seu redor se movimentem, agitando as camadas
vizinhas e assim por diante.
As ondas sonoras, além de invisíveis são também
muito rápidas, porém não instantâneas. O som demora
um tempo para ir de um lugar a outro. Já notou que quando vemos um raio,
leva algum tempo para escutarmos o som do trovão? Isso acontece porque o
som
leva alguns segundos para percorrer a distância entre o lugar em que o
raio ocorreu até o lugar onde estamos.
O som perde força, pois, como se propaga em todas as
direções, perde intensidade. No entanto, existe um modo de evitar
isso: fazendo com que caminhe dentro de um tubo. Esse tubo pode ser de
plástico, borracha ou metal, com alguns centímetros de
diâmetro.
Ao falarmos em uma das extremidades de um
tubo produziremos ondas sonoras que passarão por ele sem se
espalhar, mantendo, praticamente, a mesma intensidade e fazendo com que a
pessoa na outra ponta do tubo, a uma distância de 100 metros, por
exemplo, ouça perfeitamente o que se diz sem que seja preciso gritar.
As ondas sonoras se propagam não apenas pelo ar, mas também, em
meio a outras substâncias, sendo uma delas, a água. Já
tentou falar embaixo d'água? Se tentou, sabe que não é
possível, porém, se tocar um sino no fundo de uma piscina,
certamente o escutará.
A velocidade do som na água é maior do que no ar - cerca de 1.500
metros por segundo - porém, o fato de não conseguirmos ouvir os
sons que vêm de fora da água, estando dentro dela, tem a ver com a
barreira constituída pela água para a passagem das ondas sonoras.
Ao contrário do que se imagina, o som passa também pelas
substâncias sólidas; já notou a sensação que
temos de que o piso vibra quando um caminhão pesado passa próximo
à rua da nossa casa? Isso acontece porque as vibrações
produzidas por ele, se espalham pelo chão atingindo as áreas mais
próximas. O mesmo acontece quando nosso vizinho dá uma grande
festa; a música e o burburinho da conversa dos convidados fazem com que
as paredes, portas e janelas vibrem, nos fazendo escutar o barulho, mesmo que
estejam fechadas.
Existem substâncias que apresentam maior e menor dificuldade à
passagem do som. Tecidos grossos, colchões, travesseiros e acolchoados
são exemplos de materiais que absorvem as vibrações, ou
seja, não permitem que o som continue se propagando. Pelo
contrário, materiais como placas metálicas, por exemplo,
reproduzem as vibrações provocadas pelo som com maior facilidade.
Assim como no ar, o som que passa por substâncias líquidas e
sólidas se espalha para todos os lados perdendo intensidade
gradativamente. No entanto, se esse som for canalizado, pode alcançar
grandes distâncias sem perder força. Um exemplo disso está
na seguinte experiência: ao encostar o ouvido no trilho de uma linha
ferroviária, é possível escutar o som de um trem que
está a vários quilômetros de distância. Isso é
possível porque o trilho metálico impede que o som se disperse,
fazendo com que este percorra somente a extensão da ferrovia, para um
lado ou para outro.
Quem já não brincou de telefone usando latinhas e barbante? Nessa
divertida brincadeira, temos também uma experiência que usa este
mesmo princípio.
Quer brincar???
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Bibliografia:
- MARTINS, Roberto - A Fundamentação da Telefonia através da História - Parte 1:
Da Invenção ao Início do Século XX (pesquisa realizada para a
Fundação Telefônica, em 2002)
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